O aspecto histológico encontrado na tíbia vara de BLOUNT é a presença de
- ilhas distantes de fibrocartilagem celular.
- aglomerado de pequenos vasos capilares.
- ilhas de células cartilaginosas com maior hipertrofia do que o esperado.
- colunas de células fisárias regulares e ossificação endocrondral anormal.
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Conceito-chave
A doença de Blount (tíbia vara). É um distúrbio do crescimento da parte posteromedial da fise proximal da tíbia, que produz varo progressivo, rotação interna da tíbia e recurvato. A causa é mecânica: a sobrecarga em compressão sobre a fise medial (Lei de Hueter-Volkmann) inibe seu crescimento.
As formas.
| Forma | Perfil |
|---|---|
| Infantil (antes de 4 anos) | Crianças que andaram cedo (antes de 1 ano), obesas; frequentemente bilateral |
| Juvenil e do adolescente (após 4 a 10 anos) | Adolescentes muito obesos; geralmente unilateral, varo menor |
O diagnóstico. O joelho varo fisiológico melhora até os 2 anos; o varo que persiste ou piora após os 2 anos sugere Blount. O ângulo metafisodiafisário de Drennan (ou de Levine e Drennan) maior que 16° sugere fortemente Blount; menor que 10°, varo fisiológico. A classificação de Langenskiöld (estágios I a VI) gradua a lesão radiográfica, do bico metafisário à barra óssea fisária (estágio VI).
A histologia. Na região posteromedial da fise e da epífise proximal da tíbia, os estudos de biópsias e peças cirúrgicas mostram uma cartilagem de crescimento desorganizada:
| Achado | Significado |
|---|---|
| Ilhas de células cartilaginosas densamente agrupadas, com hipertrofia maior que a esperada | Condrócitos que não seguem a sequência normal de maturação |
| Perda da organização em colunas | A proliferação ordenada da fise se desfaz |
| Fibrocartilagem e feixes de vasos anormais | Tentativa de reparo |
| Ossificação endocondral atrasada e irregular | Menos osso formado no lado medial |
Esse aspecto é semelhante ao de uma fise submetida a compressão excessiva e reforça a teoria mecânica da doença: a carga sobre a fise medial imatura da criança obesa que anda cedo inibe o crescimento ordenado, o que aumenta o varo, que aumenta a carga, num ciclo vicioso. Com a progressão, forma-se a barra óssea (estágio VI de Langenskiöld).
O tratamento. Até cerca de 3 anos, nos estágios iniciais (Langenskiöld I e II), órtese valgizante, reavaliada em um ano. Depois disso, ou sem resposta, osteotomia valgizante da tíbia proximal com hipercorreção, de preferência antes dos 4 anos. Nas formas tardias ou com barra: ressecção da barra, hemiepifisiodese lateral (crescimento guiado), elevação do platô medial e correção gradual com fixador externo.
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