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Questão de Doença de Legg-Calvé-Perthes (Ortopedia)

Ortopedia pediátricaDoença de Legg-Calvé-PerthesOrtopedia

Na classificação de HERRING na doença de LEGG-CALVÉ-PERTHES, no grupo

  1. A, apresenta perda de altura do pilar lateral, mas de menos de 50%
  2. B, apresenta perda de altura do pilar lateral, de mais de 50%
  3. C, apresenta mais de 50% de colapso do pilar lateral
  4. D, tem perda de altura do pilar lateral e do pilar medial
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Gabarito: C · C, apresenta mais de 50% de colapso do pilar lateral

Conceito-chave

A doença de Legg-Calvé-Perthes. É a necrose avascular idiopática da epífise femoral proximal em crescimento. Acomete crianças de 4 a 8 anos, meninos (4 a 5 para cada menina), com idade óssea atrasada; é bilateral em cerca de 10% a 15%, mas nunca simultânea nem simétrica. A causa exata é desconhecida; trombofilias, tabagismo passivo e baixo nível socioeconômico estão associados.

A classificação do pilar lateral de Herring. É feita na radiografia em AP, na fase de fragmentação. A epífise é dividida em três pilares: lateral (15% a 30% da largura), central (cerca de 50%) e medial (20% a 35%). Gradua-se a altura do pilar lateral em comparação com o lado normal:

GrupoPilar lateral
ASem perda de altura
BMantém mais de 50% da altura (perda menor que 50%)
B/C (borda)Cerca de 50%, estreito (2 a 3 mm) ou pouco ossificado
CMantém menos de 50% da altura (colapso maior que 50%)

Por que o pilar lateral. O pilar lateral protege a parte central da epífise da compressão pelo rebordo acetabular. Se ele colapsa, a cabeça se achata e extrusa lateralmente, e o acetábulo deixa de moldá-la.

O valor prognóstico. É a classificação com maior valor prognóstico e melhor concordância entre observadores. Combinada com a idade de início, orienta o tratamento (estudo multicêntrico de Herring, 2004):

  • Grupo A: bom prognóstico em qualquer idade; observação.
  • Grupo B e B/C com início após 8 anos: a cirurgia de contenção (osteotomia femoral varizante ou de Salter) melhora o resultado.
  • Grupo B com início antes de 8 anos: bom resultado sem cirurgia.
  • Grupo C: mau prognóstico com ou sem cirurgia.

Os sinais de cabeça em risco (Catterall) e a extrusão lateral somam informação prognóstica. O desfecho final é medido pela classificação de Stulberg.

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