A sinostose radioulnar congênita geralmente é uma alteração :
- Isolada e bilateral
- Isolada e unilateral
- Associada a malformações e bilateral
- Associada a malformações e unilateral
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A sinostose radioulnar congênita. É a união entre o rádio e a ulna, quase sempre na parte proximal do antebraço, por falha da separação dos dois ossos durante o desenvolvimento embrionário (por volta da 7ª semana, quando o rádio e a ulna, inicialmente unidos, se dividem). A ponte pode ser óssea ou fibrosa. Com o rádio preso à ulna, o antebraço fica fixo, sem pronossupinação, geralmente em pronação.
As características.
- Bilateral em cerca de 60% dos casos.
- Na maioria das vezes isolada, sem outras malformações.
- Às vezes associada a síndromes, sobretudo as que alteram os cromossomos sexuais (síndrome de Klinefelter, XXXY e outras aneuploidias), Apert, artrogripose, e a outras anomalias do membro (luxação da cabeça do rádio, hipoplasia do polegar).
- Herança autossômica dominante em algumas famílias.
A classificação de Cleary e Omer.
| Tipo | Achado |
|---|---|
| I | Sinostose fibrosa, cabeça do rádio no lugar |
| II | Sinostose óssea, cabeça do rádio no lugar |
| III | Sinostose óssea com a cabeça do rádio luxada para posterior (hipoplásica) |
| IV | Sinostose óssea curta com a cabeça do rádio luxada para anterior |
Quando é percebida. Muitas vezes tardiamente, entre 3 e 6 anos, porque a criança compensa a falta de rotação do antebraço com movimentos do ombro (abdução e rotação) e do punho (rotação mediocárpica). Os pais notam que ela pega objetos com a palma para baixo ou tem dificuldade para receber algo com a mão aberta.
Tratamento.
- Pronação leve (menos de 30 a 60°) e bom funcionamento: observação.
- Pronação acentuada (acima de 60°), sobretudo bilateral, com prejuízo funcional: osteotomia derrotativa através da sinostose (ou do rádio e da ulna), levando o antebraço para uma posição mais funcional (leve pronação no lado dominante, neutro ou leve supinação no outro). A ressecção da ponte para recuperar a rotação não funciona, porque a sinostose se refaz.
- Complicações da osteotomia: síndrome compartimental e lesão do nervo interósseo posterior, se a correção for muito grande de uma vez.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo