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Questão de Osteogênese imperfeita (TARO 2020)

Ortopedia pediátricaOsteogênese imperfeitaTARO 2020

Na osteogênese imperfeita, de acordo com a classificação de Sillence modificada, o diagnóstico diferencial com osteossarcoma deve ser realizado no tipo:

  1. I
  2. II
  3. IV
  4. V
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Gabarito: D · V

Conceito-chave

A osteogênese imperfeita (OI). É uma doença hereditária do colágeno tipo I, a principal proteína da matriz óssea, da esclera, da dentina, da pele e dos ligamentos. Na maioria dos casos, a mutação está nos genes COL1A1 ou COL1A2. O osso fica frágil, com fraturas de baixa energia e deformidades.

A classificação de Sillence (1979).

TipoPrincipais características
ILeve, o mais comum; esclera azul; perda auditiva; estatura quase normal; autossômica dominante; colágeno normal em qualidade, mas em quantidade reduzida
IILetal no período perinatal; múltiplas fraturas intraútero
IIIGrave e progressivo: deformidades, baixa estatura importante; esclera clareia com a idade
IVModerado; esclera normal (branca)

Os subtipos A e B. Sillence subdividiu os tipos I e IV pela dentina:

  • A: dentinogênese normal;
  • B: dentinogênese imperfeita (dentes translúcidos, acinzentados ou amarelados, frágeis, que se desgastam rápido).

Assim, o tipo IB tem esclera azul, defeito do colágeno tipo I, dentinogênese imperfeita e herança autossômica dominante.

As formas novas. Os tipos V em diante (classificação ampliada) envolvem outros genes (IFITM5, SERPINF1, CRTAP e outros), muitos com herança recessiva; o tipo V, por exemplo, tem calo hiperplásico e calcificação da membrana interóssea.

O tratamento ortopédico. Bisfosfonatos (pamidronato, zoledronato) aumentam a densidade óssea e reduzem fraturas; hastes intramedulares telescópicas (Fassier-Duval, Sheffield) corrigem deformidades e protegem os ossos longos, acompanhando o crescimento. A escoliose e a invaginação basilar são problemas frequentes nas formas graves.

O tipo V e o calo hiperplásico. O tipo V (mutação do gene IFITM5, autossômica dominante) tem características próprias: calo hiperplásico exuberante após fraturas ou osteotomias (às vezes sem fratura evidente), calcificação da membrana interóssea do antebraço (que limita a pronossupinação, com luxação da cabeça do rádio) e esclera normal. O calo hiperplásico cresce rápido, é doloroso, quente e aumenta o volume do membro, com reação periosteal e massa de osso imaturo na radiografia: imita um osteossarcoma. A biópsia pode confundir ainda mais. O conhecimento do tipo V evita amputações desnecessárias.

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