A ruptura do músculo peitoral maior ocorre geralmente na parte
- clavicular, por lesão tendínea.
- clavicular, por lesão na transição miotendínea.
- esternocostal, por lesão tendínea.
- esternocostal, por lesão na transição miotendínea.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Ruptura do peitoral maior. O peitoral maior tem duas cabeças: clavicular (superior) e esternocostal (inferior, mais volumosa). As fibras se torcem antes da inserção na crista do tubérculo maior: a porção esternocostal se insere mais proximal e posterior, e a clavicular, mais distal e anterior. Essa torção faz com que, em extensão e abdução do braço, as fibras inferiores da porção esternocostal sejam as mais estiradas.
Mecanismo típico. Contração excêntrica intensa com o braço em extensão, abdução e rotação lateral, classicamente na fase de descida do supino com carga alta. Atinge homens de 20 a 40 anos, e o uso de anabolizantes é fator associado.
Onde rompe. A maior parte das rupturas é avulsão tendínea na inserção umeral da porção esternocostal; lesões musculotendíneas e intramusculares são menos frequentes e mais associadas a trauma direto. A meta-análise de Bak e colaboradores reuniu os casos publicados e mostrou predomínio das lesões na inserção e melhores resultados com reparo cirúrgico.
Quadro clínico. Estalo e dor súbitos, equimose no braço e no tórax, perda do contorno da prega axilar anterior (acentuada com adução resistida) e fraqueza para adução e rotação medial. A ressonância define local e extensão.
Classificação simplificada.
| Local | Tratamento usual |
|---|---|
| Avulsão na inserção (a mais comum) | Reparo cirúrgico com âncoras, botões ou túneis ósseos |
| Transição miotendínea | Reparo quando há coto tendíneo suficiente |
| Ventre muscular | Tratamento conservador |
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo