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Questão de Omartrose e artroplastia do ombro (TARO 2009)

Ombro e cotoveloOmartrose e artroplastia do ombroTARO 2009

Na fratura da cabeça do rádio, tipo III da classificação de MASON, associada à lesão do complexo ligamentar medial, a melhor conduta é a

  1. artroplastia da cabeça do rádio.
  2. reconstrução da cabeça do rádio sem reparação ligamentar.
  3. ressecção da cabeça do rádio e a reparação ligamentar.
  4. reconstrução da cabeça do rádio e a reparação ligamentar.
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Gabarito: –

Conceito-chave

Imagine uma queda com a mão espalmada em que o cotovelo é forçado em valgo. A cabeça do rádio bate com força no capítulo e se parte em vários pedaços; do outro lado da articulação, o colateral medial é esticado até romper. A pergunta da banca é o que fazer com uma cabeça que não tem mais conserto num cotovelo que já perdeu o ligamento medial.

Quem segura o valgo. O Rockwood and Green (10ª ed., cap. 40) divide os estabilizadores do cotovelo em primários (coronoide e os dois colaterais) e secundários (cápsula, articulação radiocapitelar e origens musculares). Contra o valgo, o primário é o colateral medial; a cabeça do rádio é a estabilizadora secundária. Enquanto o medial está inteiro, ela quase não é exigida. Quando ele rompe, a cabeça do rádio passa a ser o último apoio que impede o cotovelo de abrir para dentro.

Por que a lesão vem em dupla. O mesmo resumo descreve três mecanismos da fratura da cabeça do rádio, e o do valgo é justamente o que fratura a cabeça contra o capítulo e rompe o colateral medial. Por isso a associação do enunciado não é coincidência: é o padrão esperado desse mecanismo.

O que a Mason III permite. Mason III é a fratura cominutiva de toda a cabeça. O capítulo coloca como melhores candidatos à fixação os pacientes jovens, com bom osso e até três fragmentos; acima disso, a fixação falha com frequência. Para a cominutiva irreparável, a opção preferida é a prótese, exatamente porque essas fraturas costumam vir com lesões associadas.

A regra que decide. Ressecar a cabeça tira o apoio que sobrou. O capítulo é direto: não retirar a cabeça do rádio sem repor quando há lesão do colateral, luxação, lesão da membrana interóssea ou fratura do coronoide. Até a ressecção da cabeça inteira, quando considerada, exige exame sob anestesia antes e depois, com prótese disponível na sala.

SituaçãoConduta do capítulo
Até três fragmentos, osso bom, jovemFixar
Cominutiva irreparávelPrótese
Qualquer lesão ligamentar associadaNunca ressecar sem repor

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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