Na fratura da cabeça do rádio, tipo III da classificação de MASON, associada à lesão do complexo ligamentar medial, a melhor conduta é a
- artroplastia da cabeça do rádio.
- reconstrução da cabeça do rádio sem reparação ligamentar.
- ressecção da cabeça do rádio e a reparação ligamentar.
- reconstrução da cabeça do rádio e a reparação ligamentar.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Imagine uma queda com a mão espalmada em que o cotovelo é forçado em valgo. A cabeça do rádio bate com força no capítulo e se parte em vários pedaços; do outro lado da articulação, o colateral medial é esticado até romper. A pergunta da banca é o que fazer com uma cabeça que não tem mais conserto num cotovelo que já perdeu o ligamento medial.
Quem segura o valgo. O Rockwood and Green (10ª ed., cap. 40) divide os estabilizadores do cotovelo em primários (coronoide e os dois colaterais) e secundários (cápsula, articulação radiocapitelar e origens musculares). Contra o valgo, o primário é o colateral medial; a cabeça do rádio é a estabilizadora secundária. Enquanto o medial está inteiro, ela quase não é exigida. Quando ele rompe, a cabeça do rádio passa a ser o último apoio que impede o cotovelo de abrir para dentro.
Por que a lesão vem em dupla. O mesmo resumo descreve três mecanismos da fratura da cabeça do rádio, e o do valgo é justamente o que fratura a cabeça contra o capítulo e rompe o colateral medial. Por isso a associação do enunciado não é coincidência: é o padrão esperado desse mecanismo.
O que a Mason III permite. Mason III é a fratura cominutiva de toda a cabeça. O capítulo coloca como melhores candidatos à fixação os pacientes jovens, com bom osso e até três fragmentos; acima disso, a fixação falha com frequência. Para a cominutiva irreparável, a opção preferida é a prótese, exatamente porque essas fraturas costumam vir com lesões associadas.
A regra que decide. Ressecar a cabeça tira o apoio que sobrou. O capítulo é direto: não retirar a cabeça do rádio sem repor quando há lesão do colateral, luxação, lesão da membrana interóssea ou fratura do coronoide. Até a ressecção da cabeça inteira, quando considerada, exige exame sob anestesia antes e depois, com prótese disponível na sala.
| Situação | Conduta do capítulo |
|---|---|
| Até três fragmentos, osso bom, jovem | Fixar |
| Cominutiva irreparável | Prótese |
| Qualquer lesão ligamentar associada | Nunca ressecar sem repor |
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo