Na tendinite calcária do ombro, a persistência de dor após tratamento cirúrgico é comumente devida à
- infecção.
- capsulite adesiva.
- osteonecrose.
- tendinite do supra-espinal.
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Conceito-chave
Tendinite calcária do ombro. É a deposição de cristais de hidroxiapatita de cálcio dentro do tendão do manguito rotador, principalmente do supraespinal, perto da inserção. É mais comum em mulheres de 30 a 60 anos.
Fases (Uhthoff).
- Pré-calcificação: metaplasia fibrocartilaginosa do tendão.
- Calcificação: fase formativa (depósito duro, em giz, pouco doloroso) e fase de repouso.
- Reabsorção: o cálcio fica pastoso, há reação inflamatória intensa e dor aguda muito forte; a calcificação pode drenar para a bursa.
- Pós-calcificação: reparo do tendão.
É uma doença autolimitada na maioria dos casos.
Tratamento. Conservador na maioria: analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia, infiltração subacromial. Para dor persistente: ondas de choque, barbotagem guiada por ultrassom (lavagem com agulha). Cirurgia (remoção artroscópica do depósito, às vezes com acromioplastia) nos casos refratários.
Dor persistente após a cirurgia. A causa mais citada é a capsulite adesiva (ombro congelado) secundária: a dor, a imobilização e a inflamação pós-operatória favorecem a rigidez, com perda de movimento ativo e passivo, principalmente da rotação externa. Por isso, a reabilitação precoce com ganho de amplitude é fundamental. Outras causas: remoção incompleta do cálcio, lesão do manguito pela ressecção e, raramente, infecção.
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