Depois de fixar a ulna numa lesão de MONTEGGIA, a cabeça do rádio não reduz e o cirurgião pensa em abrir a articulação radiocapitelar. Que cuidado o Green recomenda?
- Abrir sempre, porque a interposição do ligamento anular é a causa habitual
- Retirar a fáscia do tríceps, causa mais comum do bloqueio
- Imobilizar em supinação e aguardar a redução espontânea
- Revisar antes a redução da ulna e, se houver bloqueio de partes moles, não dividir tecido sem exposição adequada, pelo risco ao interósseo posterior
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Conceito-chave
A lesão de MONTEGGIA é, antes de tudo, uma fratura da ulna. A cabeça do rádio sai do lugar porque a ulna perdeu o comprimento ou o alinhamento, e é por isso que quase sempre ela volta quando a ulna é bem reduzida.
A regra. As técnicas padrão com placa numa das superfícies planas da ulna devem restaurar o alinhamento do antebraço. Se a cabeça do rádio não se alinha com o capítulo depois da redução da ulna, o desalinhamento da ulna é quase sempre a causa (Green, cap. 20, p. 943, Fig. 20.12). O primeiro passo é revisar a placa: comprimento, angulação e rotação.
Quando abrir. Só em raras ocasiões é útil uma redução aberta separada da cabeça do rádio. Se houver bloqueio de partes moles, o nervo interósseo posterior pode estar aprisionado; por isso, não se deve simplesmente dividir o tecido sem exposição adequada (Green, cap. 20, p. 943).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 94 do SIMÃO 2022, que perguntou a causa mais comum do desalinhamento da cabeça do rádio após a fixação da ulna (a ulna mal reduzida). Como o SIMÃO 2024 cobrou a mesma causa, esta versão foca no cuidado com o interósseo posterior.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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