Os fibroblastos diferenciados em miofibroblastos são responsáveis diretos no processo cicatricial por:
- epitelização;
- restauração da continuidade do tecido;
- contração da ferida;
- neoangiogênese;
- granulação da ferida.
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Conceito-chave
O miofibroblasto é um fibroblasto que aprendeu a puxar. Ao microscópio, parece um fibroblasto comum, mas traz fibras de estresse, complexos de adesão e actina de músculo liso (Green, 7ª ed., cap. 4, Dupuytren Disease). Com essa maquinaria, ele se prende à matriz e aproxima as bordas da ferida: é a contração.
O próprio Green o chama de célula-chave da doença de DUPUYTREN, e a comparação ajuda a entender: na ferida, essa força é útil e reduz o defeito; quando persiste no lugar errado, vira contratura. O mesmo princípio explica por que o enxerto de espessura total atrasa a contração da ferida, quando aplicado (Green, 8ª ed., cap. 44).
Na proliferação, cada célula tem o seu papel: queratinócitos fazem a epitelização, os novos vasos fazem a neoangiogênese, e os fibroblastos comuns produzem a matriz (PMC5817091).
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