Paciente paraplégico de 30 anos foi submetido a desbridamento de úlcera de pressão e fechamento com retalho conforme demonstrado nas imagens a seguir: Em relação ao retalho utilizado (tensor da fáscia lata), assinale a alternativa correta.

- É classificado como tipo II de Mathes Nahai.
- Não apresenta possibilidade de ser elevado como um retalho osteomiocutâneo.
- Pode ser levado com sensibilidade através da preservação do nervo cutâneo femoral anterior.
- A ilha de pele pode ser estendida até o joelho, desde que um procedimento prévio de autonomização seja realizado.
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Conceito-chave
O retalho tensor da fáscia lata pode fornecer cobertura vascularizada para defeitos selecionados. O músculo tem um pedículo dominante, ramo ascendente do sistema circunflexo femoral lateral, correspondendo ao tipo I de Mathes e Nahai. A figura mostra seu desenho lateral na coxa e a cobertura da úlcera após desbridamento.
A classificação descreve vascularização muscular, não quantidade de tecidos transferidos. Um retalho pode conter músculo, fáscia e pele, e configurações compostas podem acrescentar osso conforme o planejamento vascular. Não se deve transformar a composição habitual em proibição de toda variação.
A ilha cutânea estendida para distal pode alcançar territórios além da perfusão mais confiável. Um procedimento de autonomização, ou delay, favorece adaptação circulatória antes da transferência; a opção D trata dessa estratégia. Ela não garante sobrevivência de qualquer extensão em todo paciente.
O nervo cutâneo femoral lateral é a referência sensitiva da pele lateral da coxa, diferente do ramo cutâneo femoral anterior. Na úlcera por pressão, cobertura é apenas parte do tratamento: controle de infecção, descarga de pressão, nutrição e prevenção de recorrência continuam essenciais.
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