No tratamento tardio da paralisia obstétrica, o procedimento de SEVER-L'EPISCOPO tem como objetivoa melhora da
- flexão do cotovelo.
- abdução do ombro.
- flexão do cotovelo.
- rotação lateral do ombro.
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Conceito-chave
Na paralisia obstétrica do tipo Erb (C5-C6), os rotadores laterais do ombro (infraespinal, redondo menor) ficam fracos, e os rotadores internos (subescapular, peitoral maior) puxam sem oposição. O ombro trava em rotação interna, sem rotação lateral.
A evolução: a contratura leva à subluxação posterior da cabeça do úmero e à retroversão da glenoide. Por isso, se a rotação lateral passiva começa a cair, investiga-se com ultrassom ou RM.
Os sinais: o sinal do corneteiro (abduz o ombro para levar a mão à boca, por falta de rotação lateral); o sinal de Putti (escápula alada ao tentar rodar o ombro); e a postura em gorjeta de garçom.
O procedimento de Sever-L'Episcopo ataca os dois lados do problema:
liberação anterior dos rotadores internos encurtados (subescapular, às vezes peitoral maior);
transferência do grande dorsal e do redondo maior para a face posterolateral do úmero, transformando rotadores internos em rotadores laterais.
O objetivo: rotação lateral do ombro. A abdução pode melhorar de forma indireta, mas não é o alvo. Quando a glenoide já está deformada, a opção tardia é a osteotomia derrotativa do úmero. A flexão do cotovelo é tratada por outras cirurgias (Steindler, transferência de grande dorsal ou peitoral).
Na prova: Sever-L'Episcopo = rotação lateral do ombro.
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