No tratamento cirúrgico da lesão proximal dos isquiotibiais, são complicações primárias:
- rerruptura e dor persistente.
- rerruptura e infecção superficial.
- dor persistente e diminuição de força.
- infecção superficial e diminuição da força.
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Conceito-chave
Os isquiotibiais (os músculos de trás da coxa) nascem na tuberosidade isquiática, o osso em que nos apoiamos ao sentar. Uma lesão grave é o arrancamento desses tendões do osso (avulsão proximal), que acontece em quedas com a perna escorregando para a frente e o joelho esticado, como num escorregão com espacate.
Quando dois ou três tendões se soltam e retraem, o tratamento costuma ser a reinserção cirúrgica, de preferência nas primeiras semanas. Mesmo assim, o resultado raramente é perfeito, e as queixas que mais sobram depois da cirurgia são:
Dor persistente na região do ísquio, principalmente ao sentar. Ela vem da cicatriz da cirurgia e da irritação do nervo isquiático, que passa a poucos centímetros dessa região e pode ficar preso no tecido cicatricial.
Diminuição da força para dobrar o joelho e estender o quadril, principalmente quando o reparo é feito tarde. Com o tempo, o tendão retrai e o músculo é invadido por gordura, e não volta a ter a força de antes.
Outras complicações, como nova ruptura, infecção e dormência na parte de trás da coxa (por lesão do nervo cutâneo femoral posterior), acontecem, mas são menos frequentes.
A melhor forma de melhorar o resultado é indicar a cirurgia nos casos certos (dois ou três tendões soltos com retração importante) e operar cedo.
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